PANGARÉ É DÉCIMO-PRIMEIRO NA ARGENTINA

O ultramaratonista Fernando Pangaré se quedou com o décimo-primeiro lugar geral na ULTRAMARATONA 24 HORAS SOLIDÁRIAS DE VENADO TUERTO, na Província de Santa Fé, na Argentina, que foi concluida na tarde de ontem.
Ele efetivou 136.535 metros após dar 162 voltas no circuito callejero de 840 metros, na Plaza Itália, no centro da cidade, mais 455 metros.
A largada da prova aconteceu às 4 e 15 da tarde do sábado, com céu encoberto.
Com duas horas de prova, a chuva se apresentou e permaneceu durante quase 4 horas.
Felizmente, o frio da madrugada nao lhe foi de difícil resistência, de forma que nao necessitou se acostar durante muito tempo, ao contrário de outras provas de 24 horas, de madrugadas muito frias. Durante a madrugada, o máximo que se enfrentou foi 15 graus, o que se resolveu com duas mangas compridas e uma manga curta
Durante segundo dia do evento, o sol se fez presente, e a temperatura rondou os 27/28 graus.
Pangaré chegou em Buenos Aires, na madrugada de hoje, e parte agora à noite para Montevideo, seguindo, em outro vôo, para Sao Paulo, de onde, de ônibus, continua até o Rio de Janeiro, em tempo de participar da sua festa atrasada de aniversário, visto que cumpriu 42 anos no sábado da prova, dia 25.
Sobre o evento, o ultramaratoniusta, que completou a prova de número 14 em 2008 e a ultramaratona 24 horas de número 13, se manifestou:
” Nao poderia esperar mais que isso. Como havia declarado anteriormente à prova, depois da Maratona de Punta del Este, no dia 7 de setembro, nao havia ainda me encontrado, nos treinamentos. Nao tive frio, nem foi a chuva. Simplesmente, corri o que foi possível. Menos que os 141.070 metros do ano passado, que me possibilitaram um décimo lugar geral. Agora, é voltar ao Brasil, retomar a família, retornar ao CEJA de Messejana, curtir mais um ano de vida e pensar em alguma prova menor até o final do ano. Ultramaratona: essa foi a última; prova internacional: de igual modo. Quero agradecer à Municipalidade de Venado Tuerto pelo apoio na hospedagem. Inclusive, foi-me oferecido permanecer um pouco mais na cidade, numa espécie de vacaciones, quase igual ao que recebo do Governo do Estado do Ceará! Rs. Nesse ensejo, agradeço à PLUNA, Lineas Aereas Uruguayas, por nossa quarta açao conjunta, na pessoa de Gonzalo Gilmet, o pai dessa nossa parceria. Prefeitura de Fortaleza, Fundaçao Beto Studart, Construtora Marquise, Expresso Guanabara, Fortaleza Esporte Clube e Natucôco sao também nomes a quem devo me reportar, uma vez deles recebendo apoio fixoe/ou eventual. Ademais, impossível nao lembrar e esquecer da emoçao que me visitou ontem à tarde, no momento em que recebia a minha premiaçao - que consistiu em um troféu gigante, maior que o do ano passado, mais três medalhas -, ver os colegas argentinos cantando os “parabéns” para mim. Como costumo dizer, de fato e de verdade, corro em casa quando corro na Argentina. Eis um País que tem me querido bem. E a recíproca, é claro, é verdadeira. Deixo um forte abraço a dois irmaos que tenho tido na Argentina: Guillermo Aymar y Daniel Cañas. Para esses, quaisquer palavras seriam de pouca valia. Bola pra frente. A vida segue. Que bom que, em Fortaleza, também fosse assim. ” Pero… mientras la banda pasa, los perros ladran “, como mi avuela, el pasado, ya me decía.

PANGARÉ PASSA ANIVERSÁRIO CORRENDO

O ultramaratonista Fernando Pangaré, que está na Argentina desde a segunda passada, está diante de mais um desafio.

Dessa feita, nada muito cruel ou anormal.

Ele passará o seu aniversário correndo.

Ele estará presente na “Ultramaratón 24 Horas de Venado Tuerto”, que acontecerá nesse final de semana, na Praça Itália, num percurso de 870 metros, no centro dessa cidade.
Será a sua décima terceira ULTRA 24 HS, com largada prevista para este sábado,às 4 da tarde.

Pangaré, no ano passado, obteve o décimo lugar nessa prova, atingindo a marca de 141.070 metros.
A perspectiva, dessa feita, será correr na casa dos 160 kms, ainda que ele nao esteja muito otimista, à medida que ele vem de um excelente tempo na Maratona de Punta del Este, no dia 07 de setembro, 3:12:58. Essa marca só é inferior ao que ele havia corrido na década de 90, quando se despediu do Rio assinalando, na Maratona do Rio, 2:54:15.

A última prova de 24 horas do ultramaratonista foi na Espanha, em Madri, quando atingiu apenas 125.303 metros, o que lhe possibilitou o vigésimo sétimo lugar na prova. Essa foi a pior marca do ultramaratonista em uma ULTRA 24 HS.

Seu recorde pessoal foi estabeleciodo em dezembro, lá mesmo na Argentina, en San Pedro, na Província de Buenos Aires: 161.482 metros. Com isso, concluiu a prova na sexta colocacao geral, e primeiro, dentre os seis brasileiros presentes.
De Buenos Aires, por email, Pangaré deu a seguinte declaracao:
” Estou viajando nessa sexta para Venado Tuerto. Dessa vez, nao quero nutrir nenhuma expectativa especial, já que, depois de Punta del Leste, o meu treinamento foi drasticamente reduzido, tanto na qualidade quanto na quantidade. É claro que bagagem e lastro fisiológico eu tenho para fazer uma prova interessante. Sem contar que “corro em casa” quando corro na Argentina. Estou completando cinco provas de 24 horas aqui. Vamos aguardar a largada, no sábado à tarde, e torcer para que o frio nao me moleste muito, como no ano passado, quando os 4 graus que enfrentei de madrugada quase me congelaram. Agradeco a cada um dos meus apoiadores por mais essa conquista. Viver no Ceará, treinar no Ceará e sair do Ceará para correr uma prova de 24 horas é algo que se destina somente aos escolhidos, principalmente quando se vive de APOIOZERO do teu próprio patrao, no caso, o Governo do Estado do Ceará. Em particular, agradeco ao presidente do Fortaleza, Lúcio Bomfim, por acreditar no meu trabalho, vindo a se somar a mim, na reta final. Vamos torcer para que possamos vir a amadurecer uma parceria fixa interessante com esse grande clube de futebol, em 2009. Aos demais amigos e família, o meu forte abraco, afinal, a gente deixa o Brasil, porém, parte de nós sempre fica.

Pangaré, que, antes da Argentina, nesse ano, já havia corrido Uruguai, Espanha e Chile, em sua agenda internacional, está junto ao também ultramaratonista Daniel Cañas, na Província de Buenos Aires, en San Martin.
Ele retorna ao Brasil na próxima segunda, 27, com chegada prevista em Fortaleza para a quarta, 29.

VAI QUE É TUA, PANGA!!!

CARTA AO JORNAL “O POVO” - 23/10/2008, BUENOS AIRES

Lisiane,

Saudações desde Buenos Aires!

Para minha surpresa, nada vi na busca do jornal, sobre minha estada aqui na Argentina. Não posso acessar a edição escrita, por razões óbvias, já que saí do Ceará na sexta última.
Caso nada tenha saído, seria bom que trabalhássemos uma visibilidade, até para quebrarmos a coluna vertebral dessa classe dirigente desportiva estadual no Ceará, que é fascista e reacionária e que precisa ler e saber que estamos vivos, de pé e recebendo homenagem em Venado Tuerto. Felizmente, graças a Deus, a gente jamais dependeria desse rapasiada ignóbil - com a qual, felizmente, rabo preso não possuo -, que jamais conseguirá divisar o que é correr 24 horas… Ou… 48 horas, como fizemos, em 2005, na República Checa!
Conto com você, até porque O POVO sempre tem primado por não pactuar com certas posturas medíocres e néscias reinantes na nossa “Terra de Iracema”!
Abraço.

Panga.

PANGARÉ EMBARCA NESSA SEXTA, 17 ÀS 3 DA TARDE!!!

Ei-lo novamente. SEMPRE PROCURANDO FAZER A DIFERENÇA! diante de, não um desafio, porém… um fato inusitado!

Passar seu aniversário correndo, e bem longe de casa, fora do Brasil!

Pode parecer, para um simples – normal e sedentária -, algo meio estapafúrdio e estarrecedor, entretanto, em se tratando de Fernando Luciano Barros Xavier - esse carioca de 41 anos, nascido na Tijuca e criado em Ramos, pai de três filhos, que, em 1991, por razões do coração, trocou o Rio de Janeiro pelo Ceará e que, em 1995, quando tentou a sua inclusão no Guinness Book, terminou por se transformar no’’ Fernando Pangaré’’ -, tudo super-normal. Isso mesmo.

Sua vida tem sido eivada de situações, fatos e circunstâncias incomuns. E ele está por construir mais uma.

Aos seis anos, desce o morro, para fazer um mandado para sua mãe, e é colhido por um táxi. Mesmo com escoriações, recusa-se a faltar à escola. Notava-se, ali, um espírito diferente.

Dois anos de pois, vê seu pai largar a família, deixando-a na ‘’rua da amargura’’, uma vez não assumindo nenhum compromisso advindo de uma separação conjugal refletida e não néscia. Seu irmão mais velho ele viu quase cair na vida do erro (pequenos delitos).

Aos dez anos, recusa convite do líder da ‘’boca-de-fumo’’ no morro onde morava, em Ramos, para ser ‘’olheiro’’. Abre mão de, se fosse nos dias atuais, digamos, uns R$ 30,00. Muitos de seus colegas de pelada na rua não pensaram assim. Hoje, poucos, pouquíssimos são os que ficaram de pé.

Em 1979, procura o Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro (para o qual, dois anos depois, seria reprovado na admissão ao Segundo Grau), a fim de treinar Ginástica Olímpica, num projeto social. Não deu certo. Saltava o plinto com muita dificuldade.

No ano seguinte, ouve uma propaganda na televisão, dando conta de um evento multi-desportivo, sob organização da Fundação Roberto Marinho. Decide não só participar, todavia, montar uma equipe e “mandar ver’’. Os integrantes: Marinho, China, Carlos Alberto, Alexandre (hoje falecido) e o próprio Fernando. A modalidade? Atletismo. Porque? A prática mais óbvia para jovens adolescentes numa periferia carioca. A equipe não vinga. Insucesso total. No dia da competição, um domingo, no bairro de Deodoro, em um quartel do Exército, dos cinco integrantes, somente Fernando e “China’’ (Paulo Sérgio) comparecem. Uma vez tendo atrasado a largada do evento, Fernando e China - fora o despreparo físico completo e total, uma vez que estavam apenas movido de muito boa vontade e alguns “piques’’ no bairro -, largam, esfomeados e destreinados, para as quase quatro voltas na pista do quartel e não logram chegar ao fim da sua competição. Ambos competiram na prova de 1500 metros rasos.

Surge, ali, em 1980, o embrião do ato de correr, naquele jovem, de quase 14 anos, que viria, vinte e dois anos mais tarde, a se tornar ultramaratonista.

Já em 1982, tomado de catapora, sem qualquer equipamento concernente à Corrida de Rua, faz sua estréia em provas de rua. Corre uma prova de 10 kms, que largou na Avenida Rio Branco e chegou em Copacabana. Colocação? Quem sabe?

Dois anos depois, ajuntando dinheiro de um ‘’bico’’ que fazia, em uma academia, na Freguesia, Ilha do Governador, consegue comprar seu primeiro tênis, um nike azul, modelo Yankee.

No ano seguinte, encara o Serviço Militar, vai pra Marinha e é reprovado no Teste de Aptidão Física, no Centro de Educação Adalberto Nunes (CEFAN), na Avenida Brasil. Pediram-lhe que corresse, no mínimo, 3700 metros em doze minutos. Ele logrou, se tanto, correr uns 3500 metros.

Faz sua estréia em maratona, que passa a ser, até o advento da ultramaratona (portanto, dezessete anos), a sua prova específica.

No ano seguinte, abre mão da vida militar e ingressa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Não lhe foi fácil tomar essa atitude, pois vida militar, para alguém que veio de baixo, sempre significaria possibilidade de ascenção social. Só que, num Maracanã com 110 mil pessoas, ele havia logrado aprovação para uma instituição pública e gratuita.

No próprio 1986, é aproveitado pela Equipe de Corrida Rústica da UFRJ. E nela permanece até que cole grau, o que só termina ocorrendo no início de 1992.

No ano seguinte, com apenas vinte anos, assinala 2’42’’06 na Maratona de Santos/SP, o que, para a época, foi visto, até pelo seu próprio treinador, César Gomes do Couto, como ‘’extrema ousadia’’. É sua melhor marca em maratona, até hoje.

Ele não contou, contudo, com certeza, nessa temporada de UFRJ, fez entre 30 e 40 viagens, ora na qualidade de atleta, ora, na de aluno. Impossível não reconhecer o importantíssimo papel, na sua formação, dessa instituição.

Em 1991, após fazer 2’54 na Maratona do Rio, prestes a dar adeus ao curso de Pedagogia – estava no último semestre, cursando apenas três disciplinas -, vai para Fortaleza a fim de participar do Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ENEP).

Numa determinada quinta-feira, era 17 de julho, decide largar o Campus do Benfica, junto de um ex-colega de curso, agora professor da Universidade Federal de Rondônia, e se manda pra praia. Foi bater na Prainha! Conhece Eunice, hoje sua esposa. Retorna ao Rio de Janeiro e, doze dias depois, retorna, em definitivo, para o Ceará. Está aqui até hoje. Detalhe: havendo uma corrida organizada pelo SESC, ele vem pro Ceará financiado pela UFRJ. Uma viagem só de ida! A passagem de volta ele vende e usa o dinheiro percebido na compra do enxoval atrasado.

Inicia-se em 1991 um jejum forçado de dez anos! Dez anos sem correr maratona. Hibernação na marra.

Em 1994, decide fazer algo diferente! Tentar sua inclusão no Guinness Book! Correria um ano full time, manhã e noite. Atingiu dez mil kms. Nessa perspectiva, em janeiro de 1995, faz uma matéria para o Jornal Nacional, com o repórter Marcos Uchoa. Nasce aí o epíteto “PANGARÉ”, pelo qual, até hoje, sem depreciação – ao contrário – tem sido tratado onde quer que coloque a planta dos seus pés, quer seja para treinar, quer seja para competir. “ Fernando é pangaré, mas não é burro”. Não sabia Uchoa que aquele seu simples trocadilho seria o mote para a adesão inquestionável a um apelido.

O trabalho visando a dita inclusão no Guinness continua em 1995.

No início de 1996, devido a uma pane no Monza Hath 1982 em que estava, emprestado de um primo, na Praça Mauá, não consegue chegar ao Leme, local de uma épica matéria para o Esporte Espetacular, com a então recém-chegada Mariana Becker. Jamais retomou esse espaço global.

Em fevereiro de 1997, decidi ir a Israel concluir “a loucura do Guinness”. Pensou em algo diferente. Sair do Mar Mediterrâneo. Ir até Jerusalém. Correndo. Aluga, junto de um colega de Brasília, que seria seu ‘personal staff’, um Fiat uno, enche-o de biscoito e água e parte de Jerusalém. Larga às três da tarde, mas, quase quatro horas depois, vê-se na contingência do abandono do evento. Seu ‘personal staff’ sumiu! Ficou só! Desidratado. Faminto. Ainda errou o caminho, na entrada de Telaviv! Correu dez kms de graça! Não havia como. A desistência seria o mais conveniente para aquele momento. Com a ajuda de um piedoso judeu - que, ao telefone contata um carioca de Copacabana, amigo seu e há alguns anos em Israel -, consegue retornar a Jerusalém! Missão abortada e uma tristeza na alma. Correra três horas e quarenta e cinco minutos e estava bem, inteiro, com perspectiva de chegar bem em Jerusalém. Seriam 94 kms de percurso.

Por motivos outros, a inclusão no Guinness não acontece, mas ele consegue atingir, no triênio 1994/1997, trinta e seis mil kms.

Em 2001, retorna à maratona, correndo a de São Paulo. Tempo alto. 3’46’30. Era o que faltava. Já em 2002, retoma um calendário de viagens e competições, que, até hoje, tem mantido. 2002, como foi dito anteriormente, represente o ano do debute em provas de 24 horas. Ele faz 149 kms em Salvador/BA e conclui a prova na sétima colocação geral.

A partir daí, outros desafios de 24 horas foram se somando. Hoje, eles já são em número de 12.

Em 2004, fecha com a VARIG uma parceria de descontos aéreos, o que lhe permite inserção fora do Brasil.

Em 2005, a sua primeira é única inserção em provas de 48 horas. E que inserção… Correu mal demais. Somou apenas 136.562 metros, pois foi enfermado com uma infecção braba na garganta. Por pouco, não foi sacado da prova. Era, naquela oportunidade, o único da América do Sul, em meio a 47 renomados ultramaratonistas de todo o mundo. Na cerimônia de premiação dessa prova, é homenageado, por conta do atingimento, em toda sua carreira, até então (um quarto de século) de duzentos mil kms rodados. Recebeu um gigantesco saco com pequenas argolas, típicas para a confecção de colares. Não se sabe se eram em número de 200.000, mas o simbolismo do ato ía nessa direção.

Nesse evento, tem início uma parceria de quase dois anos com a Gerardo Bastos Pneus, que hoje atua, junto ao ultramaratonista, aleatoriamente, sem compromisso fixo.

Esse evento da República Tcheca também marca a única ação conjunta de Pangaré com a Coca-Cola.

Em 2006, por ocasião da Ultramarathon 24 Hours Stein, na Holanda, inicia duas exitosas parcerias, ambas, ainda hoje, frutificando, de pé: * Construtora Marquise e Prefeitura de Fortaleza.

Em 2007, recebe o apoio da PLUNA – Líneas Aéreas Uruguayas, que lhe permite a manutenção da vertente de América do Sul em seu calendário, em moldes idênticos ao da parceria com a VARIG, que vingou até 2006, quando a companhia, sabidamente, fez água. E a estréia dessa parceria não poderia ser melhor. Pangaré conclui na sexta colocação geral (primeiro da equipe do Brasil) a Ultramarathon 24 Horas de San Pedro, na Argentina, melhorando sua marca pessoa na prova. Ele tinha 157.300 metros (Salvador/BA/2004) e correu 161.482 metros,vencendo, inclusive, na oportunidade, o grande campeão argentino, quase intocável, recém-chegado do Mundial de Ultramaratona 24 Horas, na Holanda, Walter Picante López.

E O PRÓXIMO DESAFIO SERÁ MAIS QUE ESPECIAL: ESPECIALÍSSIMO! VENADO TUERTO! ARGENTINA. 25 DE OUTUBRO. LARGADA ÀS 16 HS. ELE VAI COMEMORAR SEUS 42 ANOS CORRENDO. E A FESTA, EM VENADO TUERTO, PROMETE!!!

ZERSENAY TADESE DOMINA E FATURA BI NO MUNDIAL DE MEIA-MARATONA

Não houve rivais para Zersenay Tadese, da Eritréia, no Mundial de meia-maratona. A prova foi disputada na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, e o corredor de 26 anos abriu vantagem para seus rivais ainda na primeira metade. No fim, com um tempo de 59min56s, conquistou o título pelo segundo ano consecutivo.

Tadese havia vencido a prova no ano passado, em Údine, com um tempo de 58min59s. Além disso, venceu o Mundial de corrida de rua de Debrecen, na Hungria, em 2006. Naquela corrida, ele percorreu 20 quilômetros em 56min01s.

O corredor treinado por Jeronimo Bravo também conquistou o Mundial de cross-country em 2007, em Mombasa, com um tempo de 35min50s. E neste domingo, a regularidade de Tadese ficou evidente desde o início da prova.

Da largada ao quinto quilômetro, Tadese esteve no pelotão de elite. Depois disso, a despeito de uma temperatura na faixa dos 25ºC, o corredor da Eritréia abriu vantagem para os rivais - no décimo quilômetro, a distância já estava na casa dos 28 segundos.

O restante da corrida representou apenas uma prova particular para Tadese. Ele passou a administrar a vantagem que havia conseguido, chegando a abrir um sorriso nos metros finais.

“Estava muito quente, mas eu só estava pensando em ganhar. Por isso, estou muito feliz”, comemorou Tadese, que começou a correr profissionalmente em 2002 - anteriormente, o esporte dele era o ciclismo.

Com exceção da supremacia de Tadese, o Mundial de meia-maratona foi equilibrado. Patrick Musyoki, do Quênia, completou a prova em 1h01min54s e ficou com o segundo posto. Ele foi seguido de perto por Ahmad Abdullah, do Catar, com 1h01min57s, e por Stephen Kibiwott, também do Quênia, com 1h01min58s.

A lista dos cinco mais bem colocados do Mundial de meia-maratona ainda contou com o japonês Yusei Nakao, que fechou o percurso em 1h02min05s. O melhor brasileiro foi Marílson Gomes dos Santos, oitavo, com um tempo de 1h03min14s.

“Fico feliz por essa colocação. Todo mundo sabe que eu não estava no melhor da minha forma. Venho de uma maratona olímpica, precisava descansar. Acho que foi bom”, avaliou o brasileiro, que detém o recorde sul-americano de meia-maratona (59min33s), obtido na edição de Údine do Mundial, quando ele ficou com o sétimo posto.

Por: Fernando Narazaki e Guilherme Costa
No Rio de Janeiro

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